quinta-feira, 10 de maio de 2012

"Fear of love"

Capitulo 10
Banda Rebeldes




Pov.: Arthur

Esta vamos todos no meu apartamento, isso mesmo TODOS, isso inclui a Lua e a sua amiga Sophia, ela mal entrou no carro e o mica já estava babando. A ideia de irmos locar DVD todos juntos foi dele, como a ideia de assistimos todos juntos também. Ele não parava de puxar assunto com a tal da Sophia, vez ou outra ela sempre acabava rindo de algo que ele falava, isso parecia tão fácil pra ele, me bateu uma inveja, eu queria ter sido assim quando conheci a lua, mas eu mal podia controlar minhas pernas quem dirá a minha boca, parecia até que eu não sabia mais como falar. Começamos a assisti os filmes um atrás do outro. A Gabi já estava dormindo em um sofá, no outro Sophia e Mica estavam sentados, em quanto eu e a Lua estávamos no chão em cima do tapete e de algumas almofadas. O fato de estar tão perto dela e não poder fazer nada me deixava nervoso, pra falar a verdade eu ficava olhando mais pra ela que pro filme, claro que discretamente. Ela é tão linda, tudo nela me intriga e me faz querer passar mais tempo com ela, o simples jeito que ela meche no cabelo, que fala, que sorrir, que olha pra mim ou esse costume que ela tem de morde os lábios, o que a deixa bem sexy, tudo isso me deixa louco. Estava na metade de um filme, eu acho, quando resolvo me levantar e limpar a bagunça que estava na sala, tinha ladas de cerveja, refrigerante, pipoca, salgadinho e uma pizza que já tinha acabado faz tempo. Começo a pegar tudo pra levar pra cozinha.
– deixa eu te ajudar com isso – a Lua fala levantando-se e me ajudando a pegar as coisas. Fomos para cozinha colocando algumas coisas no lixo e os copos e vasilhas na pia.
– valeu Lua – agradeço. Ela sentou na cadeira e colocou as mão em cima do balcão – não vai voltar?
– agora não. Não aguento mais ver filme, preciso de uma pausa – diz e começamos a rir.
– é, tenho que concorda com você – sento na outra cadeira ficando de frente pra ela – esta gostando de ficar aqui?
 – sim, esta sendo bem legal – ela responde olhando pra mim. me deixando bobo.
Eu e lua ficamos conversando por muito tempo. Por trabalhar com relações internacionais ela viaja muito, além de ter que saber varias línguas. Devo admitir que não sabia muito sobre a profissão, mas Lua logo me explicou que era basicamente trabalhar em negociações de acordos internacionais, além de obter uma ampla visão nas políticas do governo e relações comerciais com outras nações. Fiquei muito, mas muito impressionado. Com certeza a Lua seria a cunhada que meus pais pediram a Deus, menos pelo fato de não ter família, eles prezavam muito isso, já eu achava uma bobagem. E assim passamos a tarde, eu e Lua na cozinha em quanto o Mica e a Sophia na sala fazendo sei lá o que, espero que estejam se comportando porque a Gabi esta lá. Procurava não tocar no assunto sobre o seu passado já que não me parecia um assunto muito agradável pra ela.
A campainha tocou mais de uma vez, até eu ter certeza que Mica não iria atendê-la “imprestável” pensei já ficando com raiva por ter que sair daquela cozinha onde estava conversando com a Lua. Ao abrir a porta me deparo com a Mel sorrindo e me dando logo um abraço.
– priminhoooo – ela fala ainda me abraçando. Retribuo o abraço.
– priminhaaaa – falo também, saindo do abraço e apertando sua bochecha.
– AI, PARA THUR – diz com raiva e entrando no apartamento. Ela sempre odiava quando eu fazia isso.
– a que devo a honra?
– eu estava... – quando ela começou a falar viu que não estávamos sozinhos, olhando pra Mica e Sophia que estavam no sofá e logo depois pra Lua que apareceu na sala. A cara que a Mel fez foi impagável – estou atrapalhando alguma coisa? – ela pergunta olhando pra mim.
– Mel – Mica levanta do sofá e vem dar um abraço nela.
– oi Mica – Mel o abraça também.
– ah Mel deixa eu te apresentar – digo puxando ela pela mão – essa é a Sophia e essa é  a Lua, minha vizinha. E essa aqui é a Mel, minha prima.
– prazer – Lua e Sophia dizem juntas, apertando a mão de Mel.
– prazer – Mel continua olhando pra nós quatro com duvida. Lua percebe e começa a rir.
– somos amigos Mel – ela se adianta a falar. Pois é infelizmente só amigos.
– ah. É bom ter mulheres por aqui, vocês não fazem ideia de como é chato ficar só com esses meninos.
 – EI, magoou – eu e Mica falamos. Fazendo elas rirem.
– por falar em meninos... – Mel fala olhando pros lados – cadê o Chay?
– que Chay? – Sophia pergunta. Ok as vezes eu achava que a Mel e o Chay tinham alguma coisa, mas eram muito teimosos, o Chay não queria compromisso já a Mel... bom a Mel dizia não gostar das atitudes do Chay e que ele seria o ultimo cara que ela ficaria, como se acreditássemos nisso.
– eu não faço... – ia dizendo quando olho pra trás, pelo barulho da porta fechando que deixei apenas escorada.
– falando de mim? – entra um Chay todo molhado. Ao perceber a presença das meninas ele ajeita o cabelo e vem pra perto da gente – Mel – ele diz a abraçando.
– Chay, essa é Sophia e essa é a Lua – digo, repetindo a apresentação.
– olá meninas – ele as cumprimenta. Depois de uns segundos constrangedores, onde ninguém falava nada, alguém resolve falar quebrando aquele silêncio.
– bom...já assistimos todos os filmes– o Mica diz – vamos fazer alguma coisa?
– o que? – pergunto sentando no sofá e sendo segui por Lua que senta logo depois ao meu lado.


A semana foi passando rapidamente e nós seis fomos ficando bem mais próximos, quero dizer sete, já que a Gabi na maioria das vezes estava conosco. Quanto mais tempo eu passava com a Lua mais eu a achava incrível, ela perecia ser tão experiente, madura... na maioria das vezes já que ela adorava uma boa diversão, além de saber muitas coisas, ela é bem inteligente, talvez tenha sido uma CDF quando era mais nova, mas a questão é: eu devo estar mesmo apaixonado, droga. Sempre arrumávamos alguma coisa pra fazer, principalmente á noite quando chegava da empresa, porque pela manhã estava na faculdade e só saia á tarde, indo direto para empresa, o bom era que eu não estava trabalhando mesmo, era mais como um pequeno estagio, o que me deixava com um pouco mais de horas livres pra poder sair, ficar de bobeira ou ficar com a Lua, que por sinal me via cada vez mais como um amigo, como ela mesmo dizia. Eu queria muito que ela pudesse contar comigo sempre, queria sair sempre com ela, ficar conversando, mas eu também queria que não fosse só como amigo. “ Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar se não fosse o medo de tentar” recito pra mim mesmo as frases de  William Shakespeare. Eu não iria desistir dela, não sem tentar.

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