terça-feira, 8 de maio de 2012

"A garota da porta vermelha "

Capitulo 7 ao 9




Capítulo Sete: “Não é Por Caridade!”.

- Então vai ficar assim: Nanda eSophia, Lua e eu, ANA e Billy, tudo bem? – Mel fazia as divisões dos quartos no hotel, os McGuys já tinham reservas (eles dividem os quartos, Chay com Arthur e Micael com Rodrigo), mas o resto do grupo não, e o hotel só pôde oferecer três quartos.
- Não! Minha irmã não vai dormir com esse moleque – Arthur disse fazendo cara feia para Billy.
- Arthur ele é meu namorado! – ANA ficou indignada com a reação do irmão.
- E daí? Você não vai e pronto – Arthur dizia decididamente.
- Luinha... me ajuda – ANA fazia cara de piedade para a amiga.
- Vamos fazer assim: como eu sei que vocês estão doidos para ficarem com seus namorados e namoradas, e só o Aguiar e eu estamos sobrando na história – Lua dizia calmamente e recebia acenos de cabeça em concordância –, a Nanda vai para o quarto do Rodrigo, o Micael se muda para o quarto daSophia, a ANA e o Billy ficam onde a Mel tinha falado, o Chay vai pro quarto da Mel e o Aguiar fica no quarto dele mesmo. Todos de acordo? Aguiar?
- Perfeito! – ANA disse animada.
- Cara, a Luinha é um gênio – Chay disse abraçando Mel.
- Eu concordo... Mas e você? Vai dormir onde? – Arthur disse olhando para Lua.
- Nem que eu precise bater na recepcionista eu vou conseguir um quarto.
- Mas ela já disse que esses eram os únicos disponíveis. O hotel tá lotado Luinha –Sophia disse com cara de preocupada.
- Eu dou um jeito – Lua disse simplesmente.
- Por que você não fica com o Arthur? – Rodrigo sugeriu.
- Quê? – Lua disse alto demais, pois se assustou com a pergunta, mas logo percebeu que Rodrigo se referia ao quarto. – Ah não, não precisa, eu me viro.
- Deixa de ser teimosa, vai logo Lua – Billy disse em um tom autoritário.
- Hey! Olha como fala com ela moleque – Arthur disse um pouco alterado, e recebeu olhares confusos dos amigos, então ‘consertou’ – só quem pode brigar com ela sou eu, sacou?
- Ah parem vocês dois – Nanda disse irritada. – Nós estamos cansados e aposto que os meninos estão mais ainda. Então Luinha, se o teu medo é que o Aguiar te mate enquanto você dorme, ele promete que não vai fazer nada, né Arthur?
- Prometo. Mas anda logo que eu tô com sono – Arthur disse esfregando os olhos.
- Okay então – Lua concordou, estava realmente cansada.
- Boa noite – todos disseram e foram para seus quartos.

- Só faltava ser uma cama de casal né? – Lua disse sorrindo – Seria engraçado te ver dormir no sofá.
- Hahaha, engraçadinha. Você dormiria no sofá – Arthur disse antes de entrar no banheiro.
- Ah cara que tudo! Tá passando episódio antigo de Gilmore Girls – a garota disse para si mesma quando ligou a tv.

Richard: ‘Ligação de longa distância’
Lorelai: ‘Com Deus?’
Richard: ‘Não, Londres’
Lorelai: ‘Deus mora em Londres?’
Richard: ‘Minha mãe mora em Londres.’
Lorelai: ‘Sua mãe é Deus?’
Richard: ‘Lorelai’
Lorelai: ‘Então Deus é mulher!’
Richard: ‘Lorelai’
Lorelai: ‘E da família. Mas que legal! Eu vou pedir um monte de favores.’
Richard: ‘Faça-a parar’
Rory: ‘Ah se eu pudesse...’
Lorelai: ‘Eu ainda não acredito que Deus é meu parente. Vou conseguir todas as entradas para os shows da Madonna...’


- Respira garota! – Arthur disse ao sair do banheiro e ver Lua chorando de rir. – Vai morrer engasgada.
- Cara a Lorelai é a melhor – Lua dizia em meio a gargalhadas –, é impossível não rir ao assistir esse episódio.
- Só você pra rir desse jeito vendo Gilmore Girls.
- Ah então quer dizer que você sabe que é Gilmore Girls?
- Claro né? Eu assisto de vez em quando.
- Por essa eu não esperava.
- É verdade, eu gosto de Lost também...
- Eu adoro Lost. Amooooo Dawson’s Creek.
- Ah me irritava um pouco. O Dawson era muito gayzinho, a Katie Homes (n/a: se for o Tom dá certinho) toda linda lá e ele nem aí.
- Nisso eu concordo. Mas o meu preferido é o Pacey.
- Nem falo nada.
- Haha, bom mesmo – Lua disse e levantou-se indo para o banheiro. – Pode mudar de canal se quiser, eu tô indo tomar banho.
- Ah ok, mas eu vou assistir Gilmore Girls mesmo.

Quando Lua saiu do banheiro, Arthur não conseguiu disfarçar o olhar ‘pervertido’ para ela: a garota estava com um shortinho listrado de rosa e branco, uma baby look rosa pink que tinha escrito ‘All You Have To Do Is Hold Me’ e meias também rosas.
- Pára de me olhar assim, Aguiar! – Lua disse totalmente corada.
- Erm... Desculpa – ele também ficara sem graça com a situação.
- OMG! EU AMO ESSE FILME! – Lua gritou e depois se jogou em sua cama.
- Que filme é esse?
- Diário de Uma Paixão. É totalmente lindo, olha que eu não gosto de romances super melosos, mas esse filme perfeito.
- E eu vou ter que assistir isso?
- Ah Aguiar, por favor...
- O que eu ganho com isso?
- Vai me fazer ficar muito feliz!
- E se eu não concordar...?
- Eu vou te ignorar pra sempre.
- Do mesmo jeito que você fez depois que a gente se beijou?
- ... – por essa Lua não esperava.
- Foi mal. Pode ver o filme. Eu vou dormir – ele disse magoado e virou de costas para a cama da garota.

Allie: ‘Diz que eu sou um pássaro’.
Noah: ‘Não’.
Allie: ‘Diz...’
Noah: ‘Você é um pássaro.’
Allie: ‘Agora diz que você é um pássaro’.
Noah: ‘Se você é um pássaro, eu também sou’.


Lua babava pelo filme, mas olhava para Arthur (ou pelo menos para as costas dele) de dois em dois minutos.
- Aguiar? – ela chamou baixinho – Aguiar – ela aumentou o tom de voz.
A garota foi nas pontinhas dos pés até a cama do garoto. Parou bem perto e o chamou novamente, mas ele não respondeu.
- Aguiar? – ela disse bem perto do ouvido dele, e então ele virou-se rapidamente e disse:
- Eu já te ouvi.
- Aaaah! – Lua levou o maior susto. – Você adora me dar sustos hein Arthur?
- E você se entrega...
- Quê?
- Você se entrega, acabou de confirmar que quando está distraída me chama de Arthur, ou seja, você se obriga a me chamar de Aguiar o tempo todo.
- Não é isso... É que...
- Deixa pra lá. O que de tão importante você quer pra ter me acordado? – ele disse secamente, ainda deitado. Lua estava de pé ao lado da cama dele.
- Não era nada de importante – ela disse com a cabeça baixa. – Foi mal ter te acordado, boa noite – e foi se afastando dele.
- Espera – ele sentou-se rapidamente e puxou Lua pela mão, fazendo-a sentar na cama. – É o habito de ser mal educado com você, é difícil mudar...
- Entendo – ela disse sem olhá-lo nos olhos.
- Eu sei que você tá mal por alguma coisa, eu não deveria te dar mais motivos.
- Você não tem que lamentar por nada. A errada aqui sou eu – ela olhou com carinha de triste pra ele.
- Não. Eu estou te obrigando a falar de algo que você não quer.
- Não, você está me ajudando. Eu só acho que eu não tô preparada pra contar pra alguém sabe?
- Agora a gente vai brigar pra ver de quem é a culpa?
- É o que parece – ela disse com um fraco sorriso –, mas a errada sou eu mesmo.
- Mas...
- Me deixa falar?
- Tudo bem.
- Eu sou errada, porque você foi a primeira pessoa a perceber algo de errado, e na primeira vez que nos entendemos eu estraguei tudo! – ela dizia tristemente olhando no fundo dos olhos de seu ex-ídolo. – Estraguei! Eu não deveria ter te beijado. Foi um erro!
- Se foi um erro, eu também sou culpado. Porque eu me aproveitei de um momento de fraqueza teu.
- Você só tá falando isso pra eu não me sentir ainda pior.
- Não é verdade, eu te beijei primeiro.
- PORQUE VOCÊ ACHOU QUE ISSO IA ME FAZER SENTIR MELHOR! – ela começou a falar alto – POR ISSO! POR PENA!
- Não foi por isso!
- CLARO QUE FOI! – ela estava com lágrimas nos olhos. – Você já disse isso uma vez, que eu me derretia por um simples abraço teu, lembra? Então você fez uma boa ação me beijando.
- Você é maluca...
- NÃO EU NÃO SOU! PARABÉNS AGUIAR! CONSEGUIU O QUE QUERIA! FEZ UMA CRIANÇA FELIZ POR ALGUNS MINUTOS! – ela gritou sem se importar com as pessoas do outros quartos, ainda era cedo para estarem dormindo. E se tratando de casais, dormir era a última coisa que pensariam em fazer. – Eu não estou te culpando de nada. Você foi muito legal por tentar me ‘alegrar’, eu agradeço por isso.
- Lua pára com isso. Eu não sou o monstro que você acha que eu sou. Se você se arrependeu do beijo era só me dizer e pronto, não precisa me ignorar. A galera notou que nós não brigamos hoje, sabia?
- Eu não te ignorei por isso! Eu só queria te livrar do ‘fardo’.
- Que fardo garota?
- De ter que ficar comigo por obrigação. Porque só você me viu mal – ela disse enquanto lutava contra as lágrimas. – Ai que ódio! Sabia que eu nunca chorei na frente de ninguém a não ser dos meus pais e da minha irmã? E agora virou moda chorar na tua frente! Que raivaaaa! – lágrimas começaram a saltar dos olhos da garota.
- Eu não te beijei por piedade! E se algum dia nós ficarmos juntos, será pela vontade dos DOIS! Entendeu? – Ele disse segurando a mão da garota. – Talvez você só chore na minha frente, porque você só é verdadeira quando tá comigo.
- O que você que dizer com isso? – ela disse parando de chorar com tanta intensidade.
- Com o quê? Sobre ficarmos juntos ou de você ser verdadeira?
- Os dois. Você acha que algum dia vamos ficar juntos? E por que eu seria ‘falsa’ com os outros?
- Eu não disse que ficaríamos, eu disse que SE ficarmos... E eu não disse que você é falsa com os outros, eu só acho que comigo você é mais verdadeira.
- E por que eu seria ‘mais verdadeira’ com você? – ela perguntou irônica, as lágrimas tinham acabado, mas seu rosto ainda estava todo molhado.
- Talvez seja por causa da sua paixão adolescente por mim? – o garoto se irritou com a ironia de Lua.
- Tava demorando pra você se mostrar de verdade né?
- Você realmente deve estar com algum problema sério!
- EU TENHO PROBLEMAS! Mas nem por isso eu falo esse tipo de coisa que você acabou de me dizer! – mesmo com a briga, Lua não levantou da cama, ela estava sentava bem perto de Arthur.
- Você acha que o que você disse não é ‘grave’?
- O que eu disse que possa tê-lo feito querer revidar com uma coisa tão ridícula como essa?
- Não se faz de besta, Blanco.
- Você adora isso né? Se fazer de vítima, quando pergunto o que foi você fala que eu estou me fazendo de boba!
- Eu me faço de vítima? GAROTA ACORDA! Eu fiquei com você quando você precisou e agora do nada você começa falar essas maluquices, será que não dava pra ficar como estava? A gente poderia aproveitar o resto do fim de semana juntos! Sem ter que sobrar no meio desse monte de casais! Mas não, você tinha que surtar e estragar tudo! Mesmo que nós não ficássemos literalmente, nós poderíamos ter feito companhia um ao outro! –Arthur desabafou, surpreendendo Lua.
- Ah nós ficaríamos e depois voltaríamos nos odiar? Como se NADA tivesse acontecido? Era isso que você queria?
- E você ainda leva à sério essa história de ódio? Nós NÃO nos odiamos. Isso é tudo palhaçada!
- Só se for pra você!
- Você me odeia?
- Odeio!
- Fala olhando nos meus olhos – Arthur disse calmamente.
- Depois eu que sou a criança né? Que coisa mais infantil! – Lua disse nervosamente, sem olhá-lo nos olhos.
- Lua Blanco, se você realmente me odeia, fala olhando nos meus olhos, eu PRECISO saber – ele segurou Lua pelos ombros.
- Arthur Aguiar eu odeio você – ela disse olhando para o rosto dele, mas não nos olhos.
- Deixa de ser medrosa! Se você me odeia como você acha que odeia fala logo! - garoto a trouxe pra mais perto, vendo-a fechar os olhos por causa da proximidade.
- Por que você tá fazendo isso? Qual o interesse em saber se eu o odeio ou não?
- Porque se eu acreditar que existe esse ódio, eu prometo não me aproximar de você nunca mais. Eu te deixo em paz, pra sempre. Eu prometo – ele disse sério procurando os olhos de Lua, que estava olhando para baixo.
- Chega de palhaçada! Me solta – ela disse tentando se desvencilhar do garoto, estava desesperada pela situação e sentia que poderia voltar a chorar a qualquer momento. – Você tá me machucando.
- É só falar ‘Arthur eu te odeio’ e eu te solto, eu te abandono, pra sempre – ele disse de um jeito fofo, afrouxando os pulsos dela, vendo as lágrimas nos olhos da garota que não tem saído de seus pensamentos nos últimos cinco meses.
- Arthur... Eu te... Eu od... - ela gaguejava e uma lágrima teimosa caiu em sua face. – Pára! Me deixa ir pra minha cama... Por favor... – agora ela chorava.
- Você não quer falar, é isso? – ele disse de um jeito terno, seu rosto estava bem perto do de Lua.
- Não... - ela disse com os olhos fechados. – Eu não quero falar porque eu não te odeio. Mas eu preciso odiar você!
- Por que você precisa me odiar?
- PRA NÃO TER QUE PENSAR NA PORCARIA DAQUELE BEIJO! – ela gritou e começou a chorar mais desesperadamente, então Arthur a abraçou bem forte. – Eu preciso esquecer. Me faz esquecer aquele beijo? Por favor... – ela sussurrava no ouvido dele.
Arthur simplesmente fez com que ela o olhasse nos olhos e aproximou os rostos, e antes que Lua se esquivasse, ele encostou seus lábios nos dela. Ela tentou sair dos braços dele, mas Arthur a forçou a aceitar o abraço, e aos poucos ela parou de fazer força para sair de perto do garoto. Então ele fez o contorno dos lábios dela com a língua, ela tentava resistir a ele, mas por fim abriu a boca e deixou que a língua de Arthur procurasse a sua. Ficaram nesse beijo ‘inocente’ por alguns minutos, então o garoto fez com que Lua sentasse em seu colo, o clima foi ficando intenso, beijavam-se como um casal apaixonado, Arthur passava a mão pelas costas dela por dentro da blusa, enquanto a garota bagunçava os cabelos dele. Quando ele começou a levantar a baby look de Lua ela parou de beijá-lo:
- Arthur, Arthur – ela dava selinhos nele. – É melhor não passarmos dessa fase.
- Desculpa – ele disse tomando fôlego. – Rápido demais né?
- Eu acho. É que...
- Fica quieta – ele disse, mas logo acrescentou ao ver a cara de indignada de Lua. – Não estraga tudo. Vamos ficar assim, tá tão bom. Vai me dizer que não gostou?
- É né? – ela disse sem graça.
- Ah ficou vermelha! – ele riu e deitou na cama, e conseqüentemente levando Lua consigo. – Vem cá – aconchegou a garota em seus braços e depois colocou o edredom sobre os dois.
- Que belo jeito de me fazer esquecer o beijo no corredor hein? – ela disse sorrindo.
- Você disse que era pra eu te fazer esquecer aquele beijo, pronto! Esqueceu aquele com esse! – Arthur respondeu todo sorridente, fazendo Lua quase babar.
- Você é fofo assim o tempo todo? Como eu nunca percebi? – ela disse em um tom brincalhão.
- Porque você nunca deu uma chance de sermos amigos. Ou algo mais.
- Tarado! Hahaha, mas foi você quem me ‘afastou’ falando que eu me derretia por você.
- Ah não vamos falar nisso! Passado deve ficar no passado!
- Nossa! É quase um filósofo!
- Chata! Linda, porém chata – ele fez com que ficassem num abraço bem apertado, mas podiam olhar um nos olhos do outro.
- Uau! Eu sou linda?
- Se começar a se achar, fica feia.
- Tô quietinha.
- Haha, e viu só? Pra você eu só sou fofo, e pra mim você é linda. Eu tô perdendo nessa história – ele fez bico.
- Pois pra mim você tá ganhando, uma pessoa linda pode ter só a beleza e não ter conteúdo, já uma pessoa fofa pode ser os dois.
- Então você é a minha fofa de hoje em diante.
- Ah não me chama de fofa, que eu lembro de uma fic que eu li. E eu chorei muito (n/a: certeza de que TODO MUNDO já leu SaN né? ‘fofa’ me lembra muito³ aquela fic *chora* eu quero att) – ela disse fazendo bico.
- O que seria uma ‘fic’?
- Ah depois eu explico. Tô com preguiça – mentiu, até parece que ela iria explicar o que é uma fic, até que chegaria ao assunto ‘qual o teu McGuy’, e Lua não iria admitir que nas fics que lia sempre formava ‘casal’ com Arthur.
- Tá com preguiça de me beijar também?
- Quem sabe... – ela disse fazendo charme.
- Ah é assim? – ele se fez de ofendido, e ‘ameaçou’ sair da cama.
- Tô brincando! – ela riu e o abraçou, impedindo-o (leia: tentou impedi-lo) de se afastar.
- Aha! Ficou com medo de me perder né?
- Você disse que ficaria o tempo que eu quisesse, lembra? – ela ruborizou ao dizer isso.
- É, continua sendo verdade. Por quanto tempo você quer que eu fique?
- Esse fim de semana tá bom... - ela disse e logo depois deu um selinho no garoto - ...por enquanto.
- Aproveitadora! – ele riu e em seguida a beijou.
Ficaram falando besteiras e se beijando. Mais beijando do que falando pra ser sincera, por quase duas horas, então adormeceram abraçados...


Capítulo Oito: “Vinganças!”

No dia seguinte, Lua acordou sozinha no quarto. A garota se arrumou e desceu para tomar café. Quando chegou no restaurante do hotel, encontrou somente as garotas, deve-se ressaltar que todas estavam com enormes sorrisos, e uma falava mais alto que a outra.
- Bom dia flor do dia! – Mel disse ao ver Lua.
- Bom dia linda, bom dia pra todas – ela respondeu com um sorriso, e ouviu um coro de ‘bom dia Luinha’.
- Alguma de vocês sabem onde foram parar os homens desse hotel? – Sophia perguntou às amigas.
- Não faço a mínima! – ANA disse dando de ombros.
- Ah o Chay disse algo sobre treinamento de futebol, ou algo assim, eu não lembro tava com muito sono – disse Mel.
- Cansadinha, Senhora? – Nanda disse maliciosamente.
- Aprontou muito? – Lua entrou na brincadeira, fazendo Mel ruborizar. – Mas realmente, eu lembrei que os garotos foram ver o treino do Arsenal.
- Olha só? Como você sabe e nós não? –Sophia perguntou com cara de indignada.
- A Mel também sabia, ué? – Lua fez cara de inocente.
- Mas ela disse que ‘achava’ que eles foram ver o treino e você tem certeza! – ANA adorou ver a cara de sem graça da amiga.
- Pelo jeito alguém tá se dando bem com o Aguiar né? – Nanda também resolveu deixar Lua tímida.
- Não é questão de estar me dando bem com ele ou não – Lua tentava achar uma desculpa. – É só que ele tava saindo e me pediu pra avisar vocês, só isso!
- Aham sei... – ANA zoava a amiga.
- Ah gente pára! –Sophia defendeu. – Tadinha, ela tá ficando até vermelha!
- Ok. Vamos mudar de assunto. Alguma sugestão? – Mel disse.
- Quê? – Nanda disse com cara de quem saiu de um ‘mini-transe’.
- Nossa! Tava longe, hein amiga? Tava pensando no quê? – Lua disse rindo.
- Você ainda pergunta, Luinha? – ANA fez uma cara de sapeca.
- Rodrigo! – todas disseram em coro, fazendo Nanda ruborizar.
- Sem graças! – ela disse e mostrou a língua para as outras garotas.
- Mas agora falando sério: eles vão demorar pra voltar? –Sophia perguntou. – Hein Luinha?
- Por que ‘hein Luinha’? – Lua fez cara de desinteressada. – Os namorados são seus e eu que tenho que saber quando eles voltam? Eu já fiz muito comunicando aonde eles foram.
- Eita estresse! – Mel falou. – Como você mesma diz: estresse envelhece!
- Ah desculpa! Não é estresse... É sono – Luinha tentou se desculpar.
- Hum, sono. Noite agitada? –Sophia perguntou com cara maliciosa.
- É mesmo Luinha! Sobre o resto de nós tá bem claro que a noite foi realmente agitada, mas não sabemos da sua. E aí foi boa? – Mel entrou no jogo ‘provocar Lua’ mais uma vez.
- Co... Como assim agitada? Eu dormi ué!
- Então por que tá com sono?
- Porque... Porque eu estranhei a cama.
- Ou estranhou ter que DIVIDIR a cama?
- Do que você tá falando? Eu não dividi cama com ninguém.
- Mas então por que estranhou? Os colchões desse hotel são tão bons.
- Eu estranhei porque... Porque não é o MEU colchão!
- Nossa, que notícia triste – ANA interrompeu o ‘diálogo’ entre Luinha e Mel.
- O que é triste? Saber que não é o meu colchão?
- Não. Saber que meu irmão não é um bom colchão – ela disse todas gargalharam. – Mas ele serve como travesseiro?
- Aguiar! – Lua se irritou – Poxa! Que saco!
- Nossa! Ela tá tão a fim do Arthur que não pára de falar ‘Aguiar’ – Nanda também resolveu brincar com a cara de Lua.
- Eu tô indo pro meu quarto – Luinha falou nervosamente e foi em direção aos elevadores.
- Ih ela ficou com raiva mesmo –Sophia disse preocupada.
- É né? Mas se ela ficou com tanta raiva assim é porque tá realmente rolando alguma coisa entre eles dois – disse Mel.
- Se tá eu não sei, mas se tiver mesmo, por que ela não contou pra gente? – Nanda falou.
- Isso eu não posso responder, mas uma coisa eu digo: o que diz respeito a Lua Blanco e Arthur Aguiar é tudo muito confuso! – Mel falou enquanto elas iam em direção ao jardim do hotel.

- Oi meu amor – Chay disse, deu um selinho em Mel e sentou ao seu lado em um banco do jardim.
- Oi lindo, tudo bem? Já tava com saudade – ela fez bico.
- Ah eu também senti – o garoto abraçou a namorada –, mas o treino do Arsenal foi muito bom.
- Que bom que vocês se divertiram.
- É... Mas cadê o resto das garotas?
- Como não é todo dia que faz calor nessa cidade maluca, elas resolveram ir pra piscina.
- Mas não tá tão calor a ponto de ir pra piscina.
- Piscina aquecida, lindo.
- Ah sim. E por que você não foi?
- Porque eu fui falar com a Luinha, mas ela ainda tá chateada.
- Chateada com o quê?
- É que a gente ficou tirando uma com a cara dela por causa do Arthur, daí ela ficou nervosa.
- O Arthur também deu chilique hoje, porque ficamos falando que ele tá apaixonado pela ‘pirralha’.
- Vocês também acham que tá rolando alguma coisa?
- Tá na cara! Ele sempre disse que não iria se prender a ninguém, que amor é jogada de marketing, mas parece que a brasileirinha tá conquistando oAguiar aos poucos através das brigas.
- É... E cadê os garotos?
- Foram trocar de roupa e procurar as namoradas.
- Ah então eles já devem estar na piscina.
- Provavelmente. Vamos pra lá? - Sim, mas tenho que pegar meu biquíni primeiro.
- Ok.


Enquanto isso...

- Hey – Arthur disse entrando no quarto e se deparando com uma Lua emburrada assistindo Dawson’s Creek.
- Oi.
- O que foi?
- Nada.
- Lua! – Arthur disse sério enquanto se aproximava da cama da garota. – Qual o motivo desse bico?
- Eu já disse que não é nada. Ou melhor, eu tô brava porque esse seriado não deveria se chamar Dawson’s Creek e sim Pacey’s Creek, o Pacey é perfeito, ele deveria ser o principal, o Joshua Jackson é mil vezes mais fofo do que esse James Van alguma coisa aí – ela falava sem parar com cara de chateada.
- Você realmente não sabe mentir.
- Eu não tô mentindo! É verdade!
- Pode até ser verdade, mas você não tá com essa cara por causa de um seriado – ele disse e sentou ao lado de Lua, ele olhava pra ela, que por sua vez olhava pra tv.
- Nada de interessante ou importante.
- Ok, se você não quer falar – ele fez menção de sair da cama.
- Arthur? – ela disse timidamente e fez com que ele sentasse novamente.
- Oi?
- As garotas me zoaram por sua causa – Lua disse fazendo biquinho.
- Ô meu Deus, tadinha de você – ele brincou e a abraçou –, eu vou brigar com elas, tá bem?
- Isso! Me zoa também – ela disse fingindo raiva.
- Ih nervosinha! Não precisa me matar com esse olhar ‘maligno’.
- Você merece!
- O que mais eu mereço? – Arthur fez cara de safado.
- Idiota! – a garota o empurrou, saiu da cama e desligou a tv.
- Não vai ficar com raiva de verdade né? – ele perguntou e deitou na cama se espreguiçando, e com isso fazendo sua camiseta levantar, e Lua olhando disfarçadamente o abdômen do ex-ídolo.
- Já tô! Parece que todo mundo tirou o dia pra me provocar! – a garota disse de costas para Arthur, ela estava apoiada no parapeito da janela.
- Pirralhinha estressada – o garoto sussurrou no ouvido de Lua, fazendo a garota se assustar, ele a abraçou por trás e pode senti-la arrepiar com o toque.
- Ah Aguiar! Virou mania me assustar né? Que saco – ela disse brava, mas não fez esforço algum pra sair de perto de Arthur.
- Você fala demais – ele ainda sussurrava.
- Cala a boca e sai de perto de mim.
- Tenta sair, se conseguir eu te dou um prêmio.
- E que prêmio seria?
- Um beijo.
- Puts! Como eu tenho azar: se me soltar eu tenho que te beijar, se não me soltar eu tenho que ficar abraçada com você. Ninguém merece.
- Sabia que você não parece nem um pouco com a Lua de ontem? Toda sorridente, carinhosa e que concordou em ‘ficar’ comigo...
- Talvez seja porque todo mundo sacou que estamos diferentes e estejam me zoando.
- Me zoaram também, mas eu não entendo porque ninguém pode saber que estamos ficando...
- Nós NÃO estamos ficando... E não é pra contar porque depois que voltarmos a sanidade mental regulada nós vamos nos arrepender pela burrada que fizemos.
- O que custa ser menos rabugenta, hein garota do Brasil? – ele perguntou de um jeito fofo com o queixo apoiado no ombro de Lua.
- Nossa! Você me fez lembrar da Cath! Que saudade dela...
- Ah ninguém merece, Lua! – Arthur disse irritado e se afastou de Lua. – Eu tô aqui aturando a sua falta de educação, tentando ser legal, sendo que você nem merece e você vem e fala que eu te faço lembrar a Catherine? Isso é ridículo!
- Depois sou eu que me estresso por qualquer coisa...
- Eu tô indo pra piscina!
- E...?
- Ah Blanco, vê se me erra!
- Some daqui, Aguiar!


Na piscina...

- E aí Arthur! –Sophia grita toda animada de dentro da piscina aquecida. – Não vai entrar?
- Não! – ele responde seco.
- Que foi? – Chay pergunta para o amigo. – Aproveita que só tem a gente na piscina. O hotel tá totalmente vazio!
- Não quero.
- Ah! Arthur, cadê a Lua? – Nanda perguntou sentada na beira da piscina.
- No meu bolso ela não tá!
- Precisa ser estúpido com a minha namorada? – Rodrigo disse calmamente.
- Foi mal Rodrigo. Desculpa Nanda.
- Brigou com ela, né? – Micael perguntou.
- Briguei com quem? Tá doido, Micael?
- Ah Arthur! Pára com isso! – Mel entrou na conversa – Tá escrito na sua testa ‘briguei com a Lua pela milionésima vez’, não adianta se fazer de bobo.
- Ah aquela garota tem problemas! Ela é louca!
- Não vou dizer nada – Mel disse sorrindo.
- Nem eu – Chay concordou com a namorada e a puxou de volta pra piscina.
- Que tal colocar música nesse lugar? – Micael disse animado, mudando de assunto.
- Vamos lá na cabine de som amor? –Sophia sugeriu.
- Vem! – e os dois foram correndo.
- Daqui a 2 horas ele voltam – Chay disse e os outros (inclusive Arthur) riram.

- Ah eles não voltaram, mas pelo menos colocaram a música – Nanda disse ao ouvir o início de ‘The Places You Have Come To Fear The Most’ do Dashboard Confessinal.
- A Luinha tinha que estar aqui – Mel disse. – Ela ama essa...
- Música! – a própria Lua terminou a frase. – É, eu realmente amo.
- Nossa! Que susto! – Mel disse sorrindo ao ver a amiga entrar no salão em que a piscina ficava e vê-la sentando em uma cadeira (bem longe deArthur, por sinal).
- Ah! Tava falando mal de mim né? – Lua disse com um sorriso, que Arthur reparou que não era seu sorriso normal, era triste.
- Imagina Luinha! – Chay disse brincando.
- Ah sei... – ela respondeu e então colocou os fones de seu iPod no ouvido, deitou na cadeira e fechou os olhos.
- Ela é doida? Diz que ama a música e coloca os fones? – Rodrigo disse divertido.
- Agora que você reparou? – Nanda disse antes de beijar o namorado.

- Aguiar? Aguiar? Aguiar!
- Não grita, Blanco. Eu já te ouvi.
- Você tava dormindo e me ouvindo? Essa é nova!
- Ah não me enche! Pra quê me acordou?
- Primeiro: só tem a gente aqui. Segundo: a ANA ligou e disse que o Billy passou mal, por isso eles voltaram pra casa antes da gente. E terceiro: como eu sou muito boazinha, eu te acordei porque você tava todo torto na cadeira, e ficaria com uma puta dor nas costas amanhã. Por isso eu te acordei!
- Ah claro! Como sempre você é a santinha! Mas mesmo assim: obrigada pelos avisos, quando eu precisar de uma secretária eu te aviso.
- RETARDADO! – ela gritou na cara dele e se levantou da cadeira, que até então estava sentada ao lado de Arthur.
- AI! – os dois falaram justos, motivo: a pulseira de Lua ficou presa na camiseta de Arthur.
- Você é maluca? Você quase me cortou com esse treco assassino que você tem no braço!
- Ah, como é exagerado! Parece uma moça! Agora me ajuda a tirar minha pulseira daí!
- Ô esperta! Fica mais fácil se eu tirar a camiseta, não acha?
- Então tira logo sua anta!
- Fica quieta garota! Eu sei que você tá louca pra me ver sem roupa, mas olha como fala comigo!
- Cala a boca e me dá essa camiseta logo!
- Rodrigoa!
- Obrigada palhaço! – Lua pegou a camiseta e começou a desprender sua pulseira, quando conseguiu, foi até a beira da piscina e jogou a peça de roupa de Arthur lá dentro.
- Blanco! Tá maluca? Tem cloro aí! Já era a minha camiseta!
- Compra outra, ué?!
- Ah é assim? – Arthur disse com um olhar vingativo, andou até Lua puxou a pulseira da mão dela e jogou-a dentro da piscina.
- AGUIAR, SEU IDIOTA! MINHA PULSEIRAAAAAA!
- Direitos iguais, nanica!
- Vai pegar agora!
- Sonha!
- Aguiar, por favor! Ela é muito importante pra mim – ela disse com cara de profunda tristeza.
- Ah não vai dizer que ganhou de um namoradinho?
- Não seu panaca! Foi da minha melhor amiga! Tem um significado que vai além do seu cérebro de ervilha!
- Só porque você fica me xingando eu não vou pegar nada!
- Dane-se! Eu não preciso de você – dizendo isso, a garota tirou a blusinha, o short e mergulhou na piscina – DROGA! Eu não to achando! – ela disse minutos depois, e Arthur pôde ver que os olhos dela estavam vermelhos: resultado da água + o desespero.
- Blanco? Hey olha pra mim! – ele disse agachado bem perto da beirada da piscina.
- O que foi hein? – ela disse impaciente.
- É isso o que você tá procurando? – ele levantou a mão e mostrou a pulseira.
- Me diz que você não fez isso! – ela disse com os olhos fechados enquanto se apoiava na borda de piscina.
- Tava brincando.
- Que brincadeira sem graça Aguiar – ela permanecia de olhos fechados.
- Eu precisava me vingar pela camiseta.
- Você não sabe a dor que você me fez sentir.
- Ah foi mal, é que... – ele não conseguiu terminar a frase: Lua o puxou pra piscina. - Ah você é muito engraçada né? – ele disse depois de voltar à superfície.
- ‘Eu precisava me vingar pela pulseira’ – ela disse imitando a voz dele.
- Nossa! Pra quem tava sofrendo você se recupera bem rápido né?
- É né? Eu sou assim! – Lua disse sorrindo.
- Ah você vai ver – ele a pegou no colo e mergulhou. Em baixo d’água eles riam feito duas crianças, até que Arthur se aproximou e deu um selinho em Lua, que voltou a superfície rapidamente.
- Tá maluco? Quer me matar engasgada?
- Seria uma possibilidade.
- Sua mula e... – e mais uma vez Arthur a surpreende com um selinho.
- Cala a boca por um segundo? – ele disse com a testa encostada na dela.
- Não – ela disse de olhos fechados ao sentir-se sendo envolvida pelos braços dele.
- Ah vai calar sim, quer ver como?
- Não!
- Mas eu mostro mesmo assim! – e beijou-a, e nesse momento os dois sentiram estranhas borboletas no estômago.


Capítulo Nove: “Fingindo ser o que não é!”

- Aguiar pára com isso!
- Blanco pára de reclamar!
- Se alguém aparecer...
- Ninguém tem nada a ver com nossas vidas!
- Mas não seria NADA legal que nos vissem assim – Lua disse apontando para o ‘estado’ dos dois: totalmente molhados, dentro de um elevador, eArthur a pressionando contra a parede.
- Ah vai dizer que você nunca sonhou em ser famosa?
- Famosa por ser mais uma na lista de um ‘astro do rock’ metido a garanhão? Não, famosa desse jeito não!
- Eu sei que você me ama...
- Eu te amo do jeito que os Capuletos amavam os Montéquios.
- Viu só? Já está nos comparando a Romeu e Julieta. Isso é que é amor hein?
- Idiotinha da minha vida, eu nos comparei aos PAIS de Romeu e Julieta. Mas nossa! Você sabe que Montéquio e Capuleto eram os sobrenomes de Romeu e Julieta? Tô impressionada.
- Hahaha, como você é engraçada – ele ironizou, e aproximou mais ainda (se é que é possível) seu corpo do de Lua.
- Arthur, é sério! Eu vou morrer de vergonha se alguém entrar nesse elevador e nos ver assim.
- Ow! Ela me chamou de Arthur! Milagres acontecem – ele disse de um jeito rouco/sexy bem perto do pescoço dela.
- Quer ver um milagre maior ainda?
- Hum, gostei disso – ele deu um sorriso tarado que ela não pôde ver.
- Pervertido!
- Eu? Imagina! Mas então, que milagre?
- Esse! – ela disse rapidamente, e mais rápido ainda puxou o garoto pela nuca e selou os lábios. Arthur se assustou com a atitude da garota, ela NUNCA tomava iniciativa para um beijo. Após o susto momentâneo, ele fez com que Lua abrisse a boca e desse passagem para sua língua, era um beijo intenso, não selvagem, somente intenso.
- Ops! – Mel disse quando a porta do elevador se abriu, assustando o ‘casal’, que se separou instantaneamente. – Desculpa! Sério, se eu soubesse que vocês estavam... Erm... - a garota se enrolava nas palavras enquanto corava furiosamente.
- Relaxa Mel! – Arthur disse calmamente.
- Aguiar seu idiota! Se você fizer isso mais uma vez eu juro que te mato! – Lua disse brava e saiu do elevador, deixando um Arthur confuso atrás de si.
- É... Acho que vou falar com a Luinha, tá Arthur?
- Okay Mel.

- Luinha?
- Pode entrar Mel.
- Você tá bem?
- Tô sim, por que a pergunta?
- Será que é por causa do que eu vi agora há pouco?
- Ah Mel! Jura que não conta pra ninguém? Ele me agarrou, mas mesmo assim eu tenho vergonha de admitir que beijei esse ogro.
- Te agarrou? Por quê? Vocês vivem dizendo que preferem morrer a ter que encostar um no outro.
- Euqueobeijei!
- O quê garota? Fala devagar!
- Eu-que-o-beijei!
- Oo Tá brincando né?
- Bem que eu queria estar...
- Mas... Mas como assim? Vocês estão ficando?
- Não... Ou melhor, acho que não.
- Por que vocês não ficam na frente de todo mundo? Por que você não me contou?
- Porque quando tudo voltar ao normal, ele vai arranjar mais uma namoradinha e todos vão ficar preocupados com os meus sentimentos por ele!
- Mas nós teríamos razões pra nos preocupar, não acha? Você ficaria com o coração partido ao vê-lo com outra garota.
- Coração partido só se for de dó da pobre garota que tiver a infelicidade de namorar esse traste. Não quero mais falar sobre isso okay?
- Tudo bem... Mas posso perguntar uma coisa?
- O que?
- Vocês ficaram ontem à noite, não ficaram?
- Ficamos – disse Lua corando, e vendo Mel gargalhar.
- EU SABIA!

Os casais (de verdade) passaram o resto da tarde em seus respectivos quartos, Lua estava assistindo Supernatural (n/a: ninguém reparou que eu sou viciada por séries né? xD) e Arthur havia sumido. Todos tinham combinado de jantarem juntos, e depois irem a uma boate perto do hotel.

- Lua! Vai se arrumar! – Nanda falou colocando a cabeça pra dentro do quarto da amiga.
- Já tô indo, assim que acabar o episódio eu vou.
- Ô vicio! Não cansa de assistir essas séries não? Qual é essa?
- Não canso! Amo! Tô vendo Supernatural. O episódio que eu mais tenho medo: do palhaço!
- Se tem medo por que assiste?
- Porque é legal! E porque eu 
amo o sarcasmo do Dean e a carinha fofa do Sam. Agora vai embora que voltou do comercial!
- Okay, mas vê se não se atrasa viu?
- Tá, tá. Agora saiiiii!

Lua estava totalmente compenetrada no que assistia, no momento em que o palhaço ia matar o casal que estava dormindo... A porta de seu quarto abre.
- AHHHHHHHHHHHHHHHHH!
- Que foi garota tá doida? Mais do que o normal?
- QUE MERDA, AGUIAR! Cara eu vou morrer do coração!
- Muito maluca. Por que esse susto todo? Tava fazendo algo de errado?
- Como você é engraçado. Não que eu deva explicação, mas eu tava assistindo Supernatural e você chegou na parte mais assustadora.
- Que episódio é esse?
- Do palhaço.
- Ah é, você tem medo.
- Morro de medo.
- Cagona pra caramba.
- Ah não enche!
- Vou tomar banho, a Mel disse que se você se atrasar, ela vai contar pra todo mundo o que viu no elevador.
- Obrigada pelo recado, secretário – ela disse em tom sarcástico, Arthur fingiu que não escutou.


Durante o jantar...

- Ah não Micael! A piada da galinha de novo não! – Nanda reclamava do amigo.
- É mesmo, amor. Tenho que concordar com a Nanda –Sophia fazia careta.
- Ah deixa ele contar! – Chay sorria.
- Mas ele já contou milhões de vezes – Lua também não agüentava mais.
- Pode contar Micael, EU quero ouvir – Arthur provocou, olhando Lua.

O jantar foi repleto de risadas, gargalhadas e engasgos (rir muito enquanto come dá nisso). E também teve um telefonema de ANA, avisando que Billy estava melhor, e que era pra todos evitarem que Lua e Arthur se matassem, pois a Sra. Aguiar os queria vivos e saudáveis.


Na boate...

- Eu sinceramente não entendo como os seguranças deixaram a Blanco entrar – Arthur fingia pensar, provocando Lua.
- Se eles barrassem a minha entrada, teriam de barrar a tua também – ela respondeu calmamente.
- Ah é? Mas eu não sou uma criança, e nem tenho 1,50m de altura – o garoto respondeu ironicamente.
- Eu não tenho 1,50m de altura okay? Como se você fosse tãããão mais alto né? E além do mais eles te barrariam por ter cara de maluco/tarado –Lua responde fazendo gestos.
- Maluco e tarado é? Que sorte que você não dorme no mesmo quarto que eu né? – ele diz sorridente com cara de malicioso.
- ... – Lua nem sonha com o que responder.
Os amigos dão risada (como sempre) das cenas hilárias de Lua e Arthur, e pra amenizar a situação (já que Mel estava morrendo de tanto rir) decidiram deixar o ‘casal confusão’ separado durante essa noite.

Lua estava se divertindo, dançando com Mel eSophia enquanto Chay estava no bar conversando com Micael. E nem sinal de Arthur, até que as garotas vão ao bar, deixando Lua sozinha, então...

- DROGA! – Lua grita após alguém esbarrar em si e derramar algo líquido em seu braço.
- Desculpa! Foi sem querer – um rapaz (muito bonito por sinal) tentava limpar o braço da garota.
- Tudo bem, pode deixar que eu me limpo – ela disse mais calma (já comentei que ele é muito muito bonito?).
- Me empurraram, não foi minha intenção – o rapaz muito muito muito bonito dizia todo preocupado.
- Relaxa! Só molhou meu braço,e olha: já secou – Lua falava com um sorriso.
- Ah, à propósito: sou Peter – o muito muito muito muito bonito mesmo estende a mão sorrindo pra garota.
- Lua – ela responde ainda sorrindo: ela babou pelo sorriso dele.
- Minha namorada: Lua – um ser diz e abraça Lua por trás.
- Aguiar? – ela diz sem entender nada.
- Oi, sou Arthur, namorado dela, e você é? – ele diz com cara de poucos amigos para Peter (o muito muito muito muito...ah! vocês já sabem né?).
- O que... – Lua tenta se soltar do abraço, mas Arthur a apertou mais ainda.
- Sou Peter – o superbonito disse meio sem graça por estar azarando a ‘namorada’ de alguém.
- Hey mas ele... – quando Lua ia desmentir tudo, Arthur surpreende a todos virando a garota e a beijando. Um beijo de verdade, nada de selinhos.
Ela (como de rotina) tenta afastá-lo, mas desiste quando sente a intensidade com que Arthur a beijava. Sentia um misto de raiva e ciúme nos toques do garoto, que tinha uma mão em seu rosto e a outra a segurando firmemente pela cintura. Um beijo cheio de vontade, desejo e um certo carinho, porque mesmo sentindo as mãos de Arthur lhe segurando cada vez mais forte, Lua sentia que ele era cuidadoso e gentil (n/a: estranho né? Eu sei xD).
Mel, que viu a cena de longe, se matou pra não deixar os amigos olharem, já que Lua preferiu que ninguém soubesse do ‘caso’ que tem com Arthur.

Minutos depois...

- Aguiar – Lua acorda do transe que é o beijo de Arthur, o empurra e dá um belo tapão no peito. – VOCÊ BEBEU? SUA ANTA!
- Agora eu sou a anta alcoólatra né? – ele diz debochado. – Segundos atrás eu era seu namorado.
- NAMORADO? VOCÊ É RETARDADO? – ela grita enquanto bate em Arthur. – IDIOTA! QUEM VOCÊ PENSA QUE É PRA ME BEIJAR ASSIM?
- Assim como? Tão bem, você quer dizer? – ele continua com o ar de deboche, e nem ligava para os tapas de Lua, ele apenas se esquivava.
- QUE MERDA AGUIAR! VOCÊ ACHA QUE PODE CHEGAR ASSIM DO NADA E ME BEIJAR? E AINDA POR CIMA FALAR QUE É MEU NAMORADO PRA UM CARA LINDO COMO AQUELE?
- Dá pra parar de gritar? Por mais barulhento que esse lugar possa ser, você tá começando a chamar atenção pra gente – Arthur segura Lua pelos pulsos, a trazendo pra bem perto de si, falando em um tom baixo, que só ela escutava devido à música alta.
- Eu paro de gritar se EU quiser. O quê? Agora resolveu ser discreto? – ela disse mais baixo, se acalmando, porém incomodada por ainda ter os pulsos seguros pelas mãos de Arthur. – Dá pra me soltar ou tá difícil?
- Com você por perto é praticamente impossível ser discreto. E tá, tá muito difícil te soltar, 
namorada.
- Olha, eu acho que o meu joelho já se apresentou ao Mini Arthur, então se você não quer outro encontro dos dois: me solta AGORA!
- Ah depois dessa gentil proposta, eu te solto. Mas já aviso: não vai achando que pode ficar se engraçando com qualquer um por aí não, viu? Senão seu 
namorado aparece e estraga tudo de novo.
- Cuida da sua vida que assim você ganha mais garoto! Meu namorado? Você tem o que na cabeça? Bosta né? Só pode ser...
- Ah cara! É tão lindo te ver nervosa, mas é melhor ainda te ver perdendo um ficante por minha causa... Eu sei que você nem sequer consegue pensar em ficar com outro cara quando eu estou por perto...
- Antes eu tinha dúvidas, mas agora é certeza: quem inventou a palavra ‘egocêntrico’ se inspirou em você! EU JÁ DISSE PRA ME SOLTAR, AGUIAR!
- E eu já disse pra você parar de gritar Blanco – Arthur segurou os pulsos de Lua junto ao seu peito, fazendo com que seu nariz tocasse o da garota.
- Acha que consegue me fazer parar de gritar só de chegar tão próximo de mim? – ela toma uma atitude inesperada. – Isso era pra me seduzir? – a garota fala roçando os lábios no queixo de Arthur. – Pra me fazer desistir da nossa santa briga de todo dia? – ela percebe que Arthur havia fechado os olhos ao senti-la falar tão perto de sua boca, aproveitando esse deslize dele, ela solta seus pulsos – Depois sou eu que me derreto por um simples abraço né? – ela ri e se afasta dele. – Uma garota não pode nem falar muito perto de você, que você quase... – riso - ...você sabe.
- Pode rir – ele tenta manter a voz calma –, mas que eu estraguei sua noite com o fracassado ali, ah eu estraguei.
- Fingindo ser algo que você NUNCA será: meu namorado!
- Nunca diga nunca...
- Você não é bom o suficiente pra ser meu namorado.
- Quando você perceber o quão errada estava sobre isso, eu vou rir da sua cara...
- Dane-se!


Uma hora depois...

- Luinha... Não fica brava... Mas...
- Mas o quê, Mel?
- Olha o Arthur com aquela garota...
- Eu nem vou me preocupar em olhar. E por que eu ficaria brava? Ele não é nem meu amigo.
- Mas vocês...
- Do que estão falando, hein desnaturadas? – Nanda chega brincando com as amigas.
- É! Suas desnaturadas, não ficaram com as amigas nem um pouquinho – Sophia fazia biquinho.
- Ô meu Deus, tadinhas das nossas nenéns né Luinha? – Mel disse apertando as bochechas deSophia.
- É mesmo, vem cá bebê da mamãe – Lua diz rindo e fazendo Nanda sentar em seu colo.
- Eba colo! – Nanda pula no colo da amiga.
- Porra Nanda! Eu não sou o Rodrigo, que agüenta esse peso todo! – Lua diz fingindo dor.
- Ah sua malvada! – Nanda faz bico e sai do colo da amiga, enquanto as outras duas só riam da cena.
- Hey gente! Olha só aquela piranha dando em cima do Arthur –Sophia aponta pro outro lado da pista de dança.
- Isso soou tão namorada ciumenta – Lua brinca pra disfarçar a luta que travava consigo mesma pra não olhar para a cena que as meninas comentavam.
- Ah Luinha credo! Deus que me livre! To muito bem com o meu Micael - Sophia diz rindo. – Mas que o Aguiar está visivelmente bêbado, e a vagabundinha ali está se aproveitando disso, isso é fato.
Ao ouvir isso Lua vira rapidamente e então vê: Arthur encostado em uma parede, segurando um copo (que dava pra saber que era de Martini), eSophia tinha razão, tava na cara que ele estava bêbado. E ‘acompanhando’ Arthur na cena ‘bonita’ que as garotas olhavam, estava uma garota de longos cabelos castanhos claro, mini saia jeans, blusinha bem decotada laranja e botas de couro preto. A posição exata dos dois? Como já foi dito,Arthur estava encostado na parede e a tal garota estava meio que entre as pernas dele, falando algo bem perto da boca de Arthur, e as mãos da garota? ESTAVAM NAS COXAS DELE!
- Gente ela tá se aproveitando do menino – Nanda comentou com cara de indignada.
- Menino? Que menino? Ele não é nenhum bebê pra gente ter dó se a garota se aproveitar dele – Lua diz com desdém, que Mel percebe ser na verdade raiva.
- Mas ele ta bêbado Luinha! – diz Sophia.
- Bebeu porque quis! E quando ele bebe nunca lembra de nada depois! Então quem se importa se ele pegar essa vadia? – Lua é imparcial.
- Que merda Lua! Chega né? Nem quando ele não tem tanta culpa você quer crucificar o garoto – Mel fica nervosa por Lua fingir que não se importa.
- Eu tô pouco me lixando pelo tamanho da culpa dele! Eu quero mais que ele se dane! – ela responde e levanta do banco onde estava sentada.
- Onde a senhorita pensa que vai? – Nanda pergunta segurando Lua pelo braço.
- Ao banheiro, posso? – Lua: ironia em pessoa.
- Claro que não –Sophia diz como se fosse óbvio.
- Ô, inferno! Por que não?
- Porque alguém tem que ir lá salvar o Arthur. E esse alguém é você, Lua Blanco – Mel diz com um sorriso falso.
- Nem fodendo que eu vou lá! Que vá alguma de vocês! Por que eu iria?
- Olha a boca Lua! Tá falando muito palavrão, mocinha –Sophia tenta ficar séria ao dizer isso, mas acaba rindo, fazendo com que as meninas também rissem, menos Lua.
- Eu falo do jeito que quiser! E eu NÃO vou lá não! Nem em sonho.
- Luinha, você não tá entendendo – Nanda falava pausadamente (tão pausadamente que chegava a ser idiota) para a amiga acompanhar o raciocínio – só uma suposta namorada conseguiria tirar o Arthur das mãos da baranga. E tá na cara, quer dizer, no dedo, queSophia, Mel e eu temos namorados – ela termina mostrando a aliança de compromisso na mão direita.
- E daí? É só tirar a aliança! – Lua começa a se exaltar.
- Pensa assim, se você o salvar, vai ter um favor pra cobrá-lo depois – Sophia diz com um sorriso malicioso nos lábios.
- CARAMBA! ISSO É PERFEITO – Lua se anima do nada.
- O quê? O que a Sophia disse? – diz Mel.
- Não querida, o Aguiar já está me devendo uma coisa... Já volto.
- Que louca! Já foi – as três com ‘ué faces’ (n/a: minha ex- teacher costumava falar isso quando não entendíamos nada do que ela tinha dito).

- Então gatinho, quer ir lá pra casa? Meus pais viajaram – a ‘bendita’ garota falava enquanto se esfregava em Arthur, que por sua vez só a olhava com cara de tarado misturado com tapado, dava uns goles em sua bebida e com a outra mão fazia a garota ficar mais perto. – Ou você prefere ir pra sua casa?
- É apartamento – Lua chega ao lado dos dois e fala sorridente.
- O que você disse? – a ‘santa’ pergunta com cara de ‘some daqui sua vaca’ pra Lua.
- Que ele tem apartamento e não casa – Lua ainda sorri.
- E como você sabe queridinha?
- Porque ele é meu namorado honey – ela responde com um enorme sorriso cínico, com as mãos na cintura.
- Quê? – garota oferecida diz.
- Além de esquecida ainda é surda?
- Esquecida?
- É, porque eu tenho certeza que sua mãe te ensinou que você só coloca cinto se estiver usando alguma roupa, e não só o cinto. Então você é sim esquecida – Lua fala com a sua melhor cara e voz irônica olhando pra ‘saia’ da garota.
- Mas...
- Garota? Dá pra ser ou tá difícil? Some.
- E quem disse que ELE quer que eu suma? Ele não tem cara de quem namora alguém como você – a ‘abençoada’ já tinha largado Arthur e agora estava frente a frente com Lua.
- Pergunta pra ele.
- Hey gato, ela não é sua namorada é? Se fosse não teria te deixado sozinho pela boate.
- Ela... – antes que Arthur terminasse a frase, Lua empurrou a garota e puxou o puxou pela mão.
- Vem MEU amor, eu adoro essa música. Vem dançar COMIGO – Lua falava alto e rápido, tentando tirar o ser bêbado de perto do ser puta o mais rápido possível, indo para o meio da pista de dança – Larga esse copo,você já bebeu demais – ela toma o copo da mão dele e põe na bandeja de um garçom que estava passando por perto.
- Você é maluca – Arthur diz com uma cara aparentemente melhor.
- Maluca? Eu sou um mix de heroína com vingadora, isso sim!
- (?) – aos poucos ele perdia a cara de bêbado de esquina.
- Heroína porque eu te salvei do desgosto de acordar ao lado daquele monte de material não reciclável e vingadora porque tecnicamente você se daria ‘bem’ com a garota e eu dei o troco por você ter estragado minha conversa com o muito muito bonito – ela dizia isso sorrindo pra ele, sorriso de vitória. E dançava. Dançava somente mexendo os quadris no ritmo da musica. Às vezes, parava de falar e fazia caras e bocas de acordo com a musica que tocava, fazendo Arthur ficar hipnotizado por ela. A música que tocava? (There’s gotta be) More To Life versão mixada da Stacie Orrico.
- Você não estragou nada. Eu não queria nada com ela. Eu SABIA que você ficaria com ciúmes – magicamente ele não estava mais bêbado, pelo menos não aparentava mais. Chegava perto de Lua, a olhando dançar, mordendo o lábio ao vê-la fechar os olhos e levantar um braço quando a musica estava no refrão.
- Não tava a fim dela? Se você não estivesse tão bêbado, vocês teriam feito algo nada agradável de se ver, bem no meio da boate – ela ainda sorri, por incrível que pareça. – E sim. Eu estraguei. Porque pra um derrotado como você, qualquer transinha é alguma coisa. Porque se você fosse bom o suficiente, teria uma namorada – no intuito de provocar o garoto, ela se aproxima mais e começa a dançar com ele, o obrigando a se movimentar no ritmo da música e do corpo de dela.
- Você? – a única coisa que ele consegue dizer: tinha ficado extasiado com a proximidade e dança de Lua, e coloca as mãos na cintura da garota.
- Eu o quê? Sua namorada? – ela ri e então posiciona os dois braços em torno do pescoço dele e diz em seu ouvido. – Já esqueceu, é? Só essa noite fingimos ser um casal por duas vezes, então tá bom demais. Não quero passar por isso nunca mais.
- Eu sou tão ruim assim? – ele segura o rosto dela com uma mão, olhando-a nos olhos – Pra você me expelir tanto?
- Você não é ruim – ela diz desviando o olhar: vergonha! Porque de bêbado que seria atacado ele não tinha mais nada. – Só não é o certo pra mim.
- Por quê? – epa! Isso foi uma pontinha de tristeza que Lua viu nos olhos dele? – Como você pode saber isso?
- Erm... A porta do seu quarto! É azul! – ela diz a primeira coisa que lhe veio na cabeça.
- Isso é errado? Eu gostar de azul? E minha porta ser dessa cor? – ela diz passando o nariz na bochecha de Lua.
- Claro que é! O cara certo pra mim teria a porta verde – ela diz de olhos fechados, apenas sentindo o toque de Arthur, eles ainda ‘dançavam’.
- Mas... – ela o interrompe.
- “Well it's life, but I'm sure... there's gotta be more... more to, more to, more to life...” (bem é a vida, mas eu estou certa de que há mais, há mais, há mais na vida) – Lua canta sussurrando o fim da música no ouvido de Arthur.
Ele somente faz com que Lua o olhe nos olhos, e então dá um selhinho bem demorado na garota, ao se afastar diz em seu ouvido:
- Um dia o cara da porta verde vai te achar, garota da porta vermelha...

3 comentários:

  1. OMG POstaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa please

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  2. POSTA MAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAIS !!!!!!
    EU AMO ESSA WEB,MINHA FAVORITA!! POSTA MUUUUUITO MAIIS!

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  3. eu ainda nao li essa web SAN.
    eu gosto muito da web a garota da porta vermelha,posta mais!

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