Capítulo 2

Domingo inteiro ouvindo a Sophia falar no meu ouvido, "você não sabe o que está perdendo", "ele beija tããão bem", "ele pegou meu telefone aposto que vai me ligar", essas típicas frases, eu me virei na cama do meu quarto tentando não ouvir a voz dela. Meu telefone tocou.
- Deve ser sua mãe Sop! - Eu disse abafada no travesseiro.
- Alô! – ela atendeu - Ah! Oi... Espera um pouco que eu vou chamar ela.
Ela me olhou com um sorriso que eu conheço bem, peguei o telefone da mão dela e atendi
- Oi
- O.. Oi Luinha - respondeu um menino do outro lado.
- Quem é?
- Sou eu. Arthur! De ontem no shopping - não acredito que ele me ligou.
- Ah! Oi Arthur, tudo bem? - agora eu estava nervosa
- Tudo... É que eu não consigo esquecer ontem, eu preciso que você me explique o que é tão complicado.
- É uma longa história.
- Eu tenho todo tempo do mundo.
- Tudo bem então, eu tenho um voto - pronto falei logo pra ver se ele me esquece
- Um voto? Tipo pra um político?
- Não! Um voto de não me relacionar tipo de forma amorosa com ninguém - disse tentando escolher as palavras.
- Ah... - Ele não entendeu.
- Não posso beijar ninguém até eu me casar.
- Que?! - Agora ele entendeu.
- É... É isso.
- Tipo Jonas Brothers?
- Não! Não tem nada a ver! Esquece eles... Por favor.
- Nossa... Bem, eu entendo, eu acho, desculpa tentar atrapalhar seu voto... - acho que me livrei dele (infelizmente...)
- Tá tudo bem.
- Eu te ligo amanhã então pra gente conversar - ele desligou na minha cara.
Eu fiquei mais alguns segundos com o "tu tu" no meu ouvido sem conseguir acreditar, sai do meu transe quando vi a Sophia me encarar.
- Quem era esse menino com essa voz super sexy te ligando? - Ela perguntou com um sorrisão.
- Era... Era o Arthur.
- O Arthur?! Do shopping? - Já vi que era o babado do momento.
- É... Ele pediu meu telefone e eu dei.
- Amiga! Você saiu do voto? Pegou ele?
- Claro que não!
- É uma pena... Pelo visto você contou pra ele do voto agora.
- Foi.
- Ele fugiu. - Não foi uma pergunta, ela afirmou isso.
- Não!
- Insistente esse hein?
- Pois é.
O celular dela tocou e eu vi pela cara dela quando leu o visor que era Chay.
- Oooooi - Ela quase gritou no telefone - Claro! A gente se vê às... - Ela disse pausando pra ele falar - Quatro? Tá! Quatro está bom pra mim... - Eles estavam marcando um encontro - Eu também, eu estou ansiosa... Até daqui a pouco... Beijo - Ele desligou e riu pra mim, com certeza já esqueceu do Arthur.
- E aí? - Perguntei deitando na cama pra ouvir.
- Na praça, as quatro, hoje... Ele disse que está sentindo falta do meu beijo - Ela disse com aquela cara de sonhadora.
- Que fofo amiga - Juro que me esforcei pra sair verdadeiro.
- Ai cala boca - Ela disse jogando uma almoçada em mim e caindo na gargalhada.
legal essa web posta mais
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