domingo, 11 de março de 2012

Sentimentos Elevados


Capítulo 3
A Única Chance .
O tempo estava passando tão rápido, e eu não estava conseguindo nada, mas eu não vou desistir nunca, eu vou fazer o que for preciso pra ajudar-la, passei noites acordado imaginando um jeito de fazer algo que seja favorável, mas nada. Andava pelas ruas, procurando arranjar um trabalho ou algo que eu pudesse ganhar dinheiro, mas nada.
Não me resta, mas nada, sabe quando bate aquele ódio de si mesmo, como se você fosse um imprestável, um inútil, covarde, um idiota que não serve nem mesmo pra ajudar nem mesmo sua amiga.
Por um momento passou pela minha cabeça sobre aqueles sonhos de novo, será que foi um aviso, sei lá. Estou tão confuso, o que devo fazer agora? Parece que tudo já está perdido.
Como eu queria que acontecesse comigo, sabe aquela amizade que você daria sua própria vida.
As lagrimas já não acabam mas, é uma mistura de ódio e tristeza, que mundo é esse que ninguém entende, que mundo é esse que você nem mesmo sabe o que está fazendo. – pó Chay.
*Me olho no espelho, franzindo a testa, com um ódio que me consome , lavo o rosto e saio.
Já não sou mas eu, sempre fui daqueles que nunca desistem, mas agora eu entendo.
A estratégia da vida é viver correndo risco, e se ela pensa que vai conseguir tirar uma das pessoas que mas amo da minha vida assim sem mas nem menos, ela está muito, mas muito enganada. – por Chay.
– Abro a porta da rua.
– Ei, vai aonde? Eu sei que você está triste e tal, mas você não fala mas nada, e não dar nenhuma satisfação, quer conversar? – diz minha mãe me barrando na porta.
– Desculpa tá mãe, é que eu to passando por um momento difícil! – eu digo.
– Está bem, me dar um abraço aqui vai. - diz ela, me abraçando.
*Sentindo dou-lhe um beijo na testa e saio.
– Preciso ir ao Hospital, ver a Alice preciso de noticias.
* Pego o carro e vou, mas o trânsito infelizmente não estava ajudando, e pela cidade encontro uma placa dizendo:
“Concurso de Musica, 1º premio: 20.000 mil reais.”
*Pensei, bom todos dizem que eu tenho muito talento com musica, e com esse dinheiro dava pra eu pagar todos os tratamentos e ainda sobrava.
– Peguei o endereço e fui imediatamente, chegando lá me espantei.
“A competição estava com pouca concorrência, mas só que o problema é que não é aqui na minha cidade, quer disser não é aqui em meu país, a competição iria começar na quarta (á noite), às 20h00min, na Bolívia – La Paz , mas mesmo assim eu fiz minha inscrição e meu numero era o 14“ .
Aiwn, e agora o que eu vou fazer? Eu tenho até condições de ganhar, mas não posso ir pra outro país assim sem, mas nem menos.
*Fechei os olhos e relembrei todos os momentos, desde o parque até hoje, agente correndo pra lá e pra cá, ou quando agente ia pra escola juntos, e vieram momentos uns por cima dos outros, e eu sorria com os olhos fechados, como posso deixar essa amizade ir embora assim.
Naquele mesmo instante que abrir os olhos, respirei fundo e deixei a ultima lagrima cair, olhei para o chão e vi que aquela lagrima tinha se transformado em uma pérola tão linda e brilhante.
*Voltei para casa e fui correndo para o meu quarto, abrir o guarda-roupa e sair puxando tudo que é roupa, arrumei tudo.
– Onde pensa que vai, assim fazendo mala e tudo? – pergunta minha mãe com o tom de voz arrogante.
– Mããe, você não sabe, consegui um jeito de ganhar dinheiro assim posso pagar todos os tratamentos da Alice e ainda vai sobrar. – eu disse animado e cheio de esperança.
– Meu filho o mundo não é assim, tenta acordar, você não pode fazer mas nada, eu sei que você está triste e quer ajudar, mas põe na sua cabeça filho, o que te resta agora é só pedir o bem dela.- disse minha mãe, tentando fazer eu desistir.
– Não, eu não vou desistir enquanto eu posso. – disse Chay com firmeza.
– Ok, eu te alertei e você não vai pra lugar nenhum a menos que eu deixe. - disse minha mãe, saindo.
– Aiwn, eu te odeio – gritei do quarto, peguei um jarro que eu tinha em cima da mesinha e joguei na parede.
– Você ainda vai me agradecer, - ela disse bem alto do lado de fora.
– Passei a mão pela cabeça, fechei os olhos e me joguei na cama.

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