Capítulo 3
Já fazia um ano desde o incidente do shopping, e quer saber, o Arthur continuava me ligando, duas vezes por semana no mínimo. Ele e eu estava muito próximos, de vez em quando a gente marcava de sair, nunca sozinhos,normalmente com o Chay e Sop que estavam namorando.
- Lua - Arthur disse numa das vezes que a gente saiu.
- Oi.
- Eu tô de olho em você, tá bom?
- Em mim? O que eu fiz?
- Eu tô vendo você dando em cima daquele menino ali - Disse ele apontando pra uma criança de três anos embolada numa briga com um sorvete de chocolate.
Eu ri. Ele me fazia rir, eu gostava dele de verdade, muito mesmo.
Certa vez eu estava no banho quando o telefone tocou, eu sai correndo tropecei na mesinha mas cheguei viva até o telefone.
- Quem morreu? - perguntei ofegante.
- Eu.
- Que?!
- De saudade de você - falou Arthur rindo.
- Eu estava tomando banho, Arthur!
- Desculpa, mas o assunto é sério.
- Fala rápido que o shampoo tá caindo no meu olho - ele riu e continuou.
- O Chay me disse que vai terminar com a Sop - eu gelei, a Sophia era louca por ele, louca mesmo, literalmente.
- Não! Ele não pode
- Ele vai... - eu desliguei na cara dele e corri pro chuveiro pra tirar o sabão. Que foi? Eu não posso fazer nada pelada e cega!
Quando eu sai do banho e me vesti eu tentei ligar pra casa da Sophia, ela não estava, liguei pro celular estava desligando, liguei pra casa do Chay ninguém atendia, eu comecei a ficar angustiada, era umas sete da noite quando a Sophia apareceu. Na minha casa com uma cara daquelas, mas ela não estava chorando.
- Amiga... - Eu disse me sentando ao lado dela no sofá.
- Tá tudo bem Lua - Ela disse forçando um sorriso - Ele não terminou comigo.
Agora eu estava confusa.
- Não?
- Eu sei que o Arthur te contou, mas a gente conversou e ele não vai terminar comigo.
- Como assim conversou?
- Você sabe... Mais cedo ou mais tarde ia acontecer mesmo - Ela disse e eu vi uma lágrima escorrer no rosto dela.
- Acontecer o que? - Eu já tinha sacado, mas não queria acreditar.
- Você quer que eu seja mais clara?
- Eu não sei... Você quer?
- A gente transou - Ela disse e eu parei.
- Sophia...
- Ele ia me largar, eu não posso ficar sem ele, você sabe - Ela disse atropelando as palavras, e chorando muito, bem... a essa altura eu também estava chorando, por ela.
- Você não tem que se explicar pra mim - Eu falei me sentando longe dela - Eu não vou te julgar, mas você sabe que está errada, se não você não estaria aqui chorando.
- Nós usamos proteção - Ela disse chorando ainda mais.
- Isso não tá diminuindo a sua culpa.
- Eu não tô me sentindo culpada - Eu levantei e a abracei.
- Tá sim, eu te conheço - Falei pra ela.
- Ele me ama amiga - Ela disse.
- Não ama nada, senão ele não ia terminar com você, senão ele ia esperar até o momento certo.
- Amiga...
- Eu sei que pode doer ouvir isso, mas você precisa encarar a realidade.
- Ia acabar mais cedo ou tarde.
- Então por que você fez isso? Se prendeu a uma pessoa que você não está disposta a assumir um compromisso de verdade?
- Eu não queria que acabasse agora - Ela me olhou um pouco - Quer saber? Quem é você? Você se prende em um voto idiota e acha que tem direito de me julgar?
- Eu não tô te julgando...
- Tá sim! - Ela explodiu.
- Eu tô tentando impedir que você acabe com a sua vida por causa de um namoradinho.
- Me esquece Lua.
Ela saiu e não falou mais comigo por um bom tempo depois disso.

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